Acteão (filho de Melisso)

Acteão era um filho de Melisso, cuja família havia fugido de Argos e migrado para Corinto, durante o período da tirania de Fédon.[1] Por ser um rapaz muito belo, ele tinha vários namorados, o principal sendo Árquias, um heráclida [nota 1] e um dos homens mais importantes de Corinto.[1] Não conseguindo o rapaz pela persuasão,[1][2] Árquias decidiu tomá-lo à força; para isto ele reuniu um grupo de amigos e servos, foi à casa de Melisso, e tentou levar o rapaz.[1][3] Melisso, seus amigos e seus vizinhos resistiram e, na luta, Acteão foi feito em pedaços e morto.[1][4]

Melisso levou o corpo do filho morto ao mercado de Corinto, mas eles nada fizeram. Em seguida, ele foi ao tempo de Posídon, pediu vingança aos deuses, e se matou.[1]

Logo após, a cidade foi afetada com uma seca e uma peste, e o oráculo respondeu que a ira de Posidão só seria aplacada se a morte de Acteão fosse punida. Árquias, então, viajou para a Sicília e fundou Siracusa.[1]

Diodoro Sículo comenta que Acteão morreu da mesma forma que o Acteão de quem ele tomou o nome.[4][nota 2]

Notas

  1. Mais precisamente, Acteão era um dos baquíadas, oligarquia que dominou Corinto por noventa anos até ser derrubada pelo tirano Cípselo.
  2. O Acteão mitológico, filho de Aristeu, foi estraçalhado pelos seus próprios cães, como castigo por ter visto Ártemis tomando banho.

    Referências

    1. Plutarco, Moralia, Amatoriae narrationes, II
    2. Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro VIII, 10.1
    3. Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro VIII, 10.2
    4. Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro VIII, 10.3
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