Igreja Católica na Áustria

A Igreja Católica na Áustria faz parte da Igreja Católica mundial, sob a liderança do Papa, da Cúria Romana, e da Conferência dos Bispos Austríacos. A Igreja Católica é a maior confissão cristã da Áustria, com, de acordo com o censo de 2001, 5,9 milhões de pessoas (cerca de 73,6% da população). Em 2001, o número de fiéis praticantes das missas dominicais era de cerca de 11,5% (em percentagem da população total, resulta em 914.348 fiéis praticantes em uma população total de 8.043.000). Desde 2001, o número de católicos (e número de fiéis) caiu, principalmente devido à secularização. Os números mais recentes (como de 2021) disponibilizados pela própria igreja austríaca, mostra um total de 4.828.066 membros, ou 53,8% da população austríaca total, porém com um e um atendimento semanal à igreja de 532.937,[2] ou seja, apenas 6.0% da população austríaca total.

IgrejaCatólica

Áustria
Igreja Católica na Áustria
Abadia de Melk
Santo padroeiro São Colmano
São Leopoldo III[1]
Ano 2021
População total 8.979.894
Católicos 4.828.066 (53,8%)
Paróquias 3.016
Presbíteros 3.257
Seminaristas 150
Diáconos permanentes 750
Religiosos 1.708
Religiosas 3.088
Presidente da Conferência Episcopal Franz Lackner
Núncio apostólico Pedro López Quintana
Códice AT

O órgão dirigente da Igreja na Áustria é a Conferência dos Bispos Austríacos, composta pela hierarquia dos dois arcebispos (de Viena e de Salzburgo), os bispos e o abade da Abadia Territorial de Wettingen-Mehrerau. No entanto cada bispo é independente na sua própria diocese, respondendo apenas ao papa. O atual presidente da Conferência dos Bispos é o arcebispo-primaz Franz Lackner.

Embora a Áustria não tenha um primaz, o arcebispo de Salzburgo é intitulado Primus Germaniae (Primaz da Alemanha).

Estrutura

Dioceses austríacas desde 1968

Chamada à Desobediência

A organização Chamada à Desobediência (Aufruf zum Ungehorsam em alemão) é um movimento surgido na Áustria composto principalmente por padres dissidentes, que começou em 2006. O movimento reivindica o apoio da maioria dos padres católicos austríacos visando a ordenação de mulheres, casamento e sacerdócio não celibatário, permitindo a distribuição da Santa Comunhão para divorciados que se casaram novamente e para pessoas que discordam dos ensinamentos do Magistério da Igreja Católica. O grupo também acredita que a forma como a Igreja é governada precisa de uma reforma.[3] O Papa Bento XVI criticou o movimento várias vezes em seus discursos, descrevendo-os como hereges e cismáticos. Por outro lado, o seu fundador, Rev. Helmut Schüller, culpa o que ele afirma ser uma "monarquia absolutista" e resistência à mudança por parte do Vaticano para um possível cisma. O grupo afirma ter uma crescente adesão em outros países.

Estatísticas

Nas últimas décadas, vem ocorrendo uma grande secularização da sociedade, não só na Áustria, mas em toda a Europa. A tabela a seguir mostra o decréscimo do número de fiéis da Igreja Católica e e das igrejas luteranas. Esta última teve seus números de participação reduzidos quase à metade.

Principais religiões[4][5]
Ano População Católicos[2]  % Luteranos[6]  %
19516.933.9056.170.08489,0 %429.4936,2%
19617.073.8076.295.07589,0 %438.6636,2%
19717.491.5266.548.31687,4 %447.0706.0%
19817.555.3386.372.64584,3 %423.1625.6%
19917.795.7866.081.45478,0 %388.7095,0%
20018.032.9265.915.42173,6 %376.1504,7%
20118.408.1215.403.72264,3 %319.7526,8%
20218.979.8944.828.06653,8 %270.5853,0%

Ver também

Referências

  1. LORENZATO, J.R. Nomes, Nomes dos Santos e Santos Padroeiros. São Paulo. Palavra & Prece editora, 23 de dezembro de 2010. p.192
  2. Kirchliche Statistik der Diözesen Österreichs (Katholiken, Pastoraldaten) für das Jahr 2019
  3. The Catholic Tipping Point
  4. Statistik Austria: ()
  5. Austrian Population, retrieved 11 July 2020
  6. «Statistical Data 2019 in German». Consultado em 11 de julho de 2020
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