Grande Prêmio Cidade do Rio de Janeiro
O Grande Prêmio Cidade do Rio de Janeiro foi um evento de automobilismo que aconteceu de forma não contínua de 1933 a 1954, e que era disputado no Circuito da Gávea.[1]

Sua história constitui um marco do automobilismo nacional, colocando o Brasil no mapa das competições internacionais e sendo a fonte de inspiração de uma geração de pilotos nacionais, como o grande Chico Landi. Paralelamente à prova internacional (que teve 12 edições), ocorreram três edições reservada apenas à pilotos brasileiros.[1]
História

A década de 30 marcou o florescimento do automobilismo no Brasil. Alguns anos após a entrada no País de montadoras como a Ford e a General Motors, as competições começavam a se multiplicar. Algumas delas, como a Prova de Subida de Montanha de Petrópolis, já atraíam alguns competidores estrangeiros. Manuel de Teffé, piloto que regressava da Europa, onde teve alguns êxitos neste esporte, teve a idéia de trazer para o Brasil o circuito de corridas de automóvel, para que o evento tivesse repercussão internacional. A ideia foi aceita e levada ao então presidente Getúlio Vargas, que prometeu todo o apoio. Na temporada oficial de turismo de 1933, o Automóvel Club do Brasil promoveu o "1º Prêmio Cidade do Rio de Janeiro", no domingo 1º de outubro, que contou com a participação do piloto Chico Landi. Então o Automóvel Club do Brasil resolveu pleitear o direito de sediar uma prova que integrasse o calendário oficial da Federação Internacional do Automóvel. O pedido foi aceito e surgiu aí o Grande Prêmio Cidade do Rio de Janeiro. Com isso, o Brasil passou definitivamente a fazer parte do calendário do automobilismo internacional. As três primeiras corridas contaram com praticamente apenas corredores sul-americanos. O fato mais marcante foi na corrida de 1935 quando Irineu Corrêa, que vencera no ano anterior, morreu ainda na primeira volta após se chocar com uma árvore e cair no canal do Leblon. Um dos pilotos mais talentosos que este País já teve, Irineu se destacava também em provas na Argentina e chegou a vencer uma corrida nos Estados Unidos, provavelmente a primeira vitória de um brasileiro no Exterior. Sua morte chocou o público da então Capital Federal.[2]
Lista de vencedores
- Fonte:GPTotal[1]
| Edição | Ano | Vencedor | Carro | Velocidade Média |
|---|---|---|---|---|
| I | 1933 | Alfa Romeo | 67,162 km/h | |
| II | 1934 | Ford V-8 | 70,817 km/h | |
| III | 1935 | Fiat | 68,792 km/h | |
| IV | 1936 | Bugatti | 70,776 km/h | |
| V | 1937 | Alfa Romeo | 82,827 km/h | |
| VI | 1938 | Alfa Romeo | 78,372 km/h | |
| VII | 1941 | Alfa Romeo | 80,889 km/h | |
| VIII | 1947 | Alfa Romeo | 78,969 km/h | |
| IX | 1948 | Alfa Romeo | 85,710 km/h | |
| X | 1949 | Maserati | 82,806 km/h | |
| XI | 1952 | Ferrari | 90,321 km/h | |
| XII | 1954 | Maserati | 76,275 km/h |
Lista de vencedores do GP Nacional
- Fonte:GPTotal[1]
| Edição | Ano | Vencedor | Carro | Velocidade Média |
|---|---|---|---|---|
| I | 1938 | Arthur Nascimento Jr. | Alfa Romeo | 81,608 km/h |
| II | 1939 | Manuel de Teffé | Maserati | 81,602 km/h |
| III | 1940 | Rubem Abrunhosa | Studebaker | 78,861 km/h |
Referências
- gptotal.com.br/ Arquivado em 24 de setembro de 2015, no Wayback Machine. Pergunte ao GPTotal
- rocinha.org/ A História do Lendário Circuito da Gávea