Ocupação japonesa de Hong Kong
A ocupação imperial japonesa de Hong Kong começou quando o Governador de Hong Kong, Sir Mark Young, entregou a colônia da Coroa Britânica de Hong Kong ao Império do Japão em 25 de dezembro de 1941. A rendição ocorreu após 18 dias de luta feroz contra as esmagadoras forças japonesas que tinham invadido o território.[6][7] A ocupação durou três anos e oito meses até a rendição do Japão no final da Segunda Guerra Mundial.
| 香港占領地[1] Honkon senryō-chi Ocupação japonesa de Hong Kong | |||||
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Colónia do Império do Japão | |||||
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![]() Localização de | |||||
| Continente | Ásia | ||||
| Região | Ásia Oriental | ||||
| País | Hong Kong | ||||
| Capital | Tóquio | ||||
| Língua oficial | japonês cantonês | ||||
| Religião | Xintoísmo | ||||
| Governo | Monarquia constitucional | ||||
| Imperador do Japão | |||||
| • 1941–1945 | Hirohito | ||||
| Governador de Hong Kong | |||||
| • 1941–1942 | Takashi Sakai Masaichi Niimi | ||||
| • 1942–1944 | Rensuke Isogai | ||||
| • 1944–1945 | Hisakazu Tanaka | ||||
| Período histórico | Segunda Guerra Mundial | ||||
| • 8 a 25 de dezembro de 1941 | Batalha de Hong Kong | ||||
| • 25 de dezembro de 1941 | Rendição de Hong Kong | ||||
| • 25 de dezembro de 1941 | Transferência para a Marinha Real | ||||
| • 15 de agosto de 1945 | Rendição do Japão | ||||
| Área | |||||
| • 1941[2][3] | 1 042 km2 | ||||
| População | |||||
| • 1941[2][4] est. | 1 639 000 | ||||
| Dens. pop. | 1 572,9 hab./km² | ||||
| • 1945[2][5] est. | 600 000 | ||||
| Dens. pop. | 575,8/km² | ||||
| Moeda | Iene militar japonês | ||||
Antecedentes
A invasão imperial japonesa da China
Durante a invasão japonesa da China em 1937, Hong Kong não foi invadida, pois fazia parte do Império Britânico. No entanto, a guerra na China influenciou sua situação devido à proximidade com a China continental. No início de março de 1939, duas bombas caíram acidentalmente sobre Hong Kong durante um bombardeio na cidade de Shenzhen e destruíram uma ponte e uma estação de trem.[8]
Segunda Guerra Mundial
Em 1936, a Alemanha e o Império do Japão assinaram o Pacto Anticomintern. Em 1937, a Itália Fascista aderiu ao pacto, formando a aliança militar do que viria a ser conhecido como as Potências do Eixo.[9] No outono de 1941, a Alemanha Nazista estava próxima do auge de seu poder militar. Após a invasão da Polônia e a queda da França, as forças alemãs haviam invadido grande parte da Europa Ocidental.[10] Os Estados Unidos eram neutros e a oposição à Alemanha Nazista foi dada apenas pela Grã-Bretanha, a Comunidade Britânica e a União Soviética.[11] Os Estados Unidos deram pouco apoio à China em sua luta contra a invasão do Japão Imperial.[12] Em 7 de dezembro de 1941, o Japão entrou na Segunda Guerra Mundial com a ocupação japonesa da Malásia, além de outros ataques, como o ataque à base naval americana em Pearl Harbor e às Filipinas dominadas pelos norte-americanos, e a ocupação japonesa da Tailândia.
Controle da colônia

Durante todo o período de domínio japonês, Hong Kong foi governada como um território ocupado sob a lei marcial.[13] Liderados pelo general Rensuke Isogai, os japoneses estabeleceram seu centro administrativo e sua sede militar em Kowloon. O governo militar — incluindo os departamentos administrativo, civil, econômico, judicial e naval — promulgou regulamentos rigorosos e, através de gabinetes executivos, exerceu o poder sobre todos os residentes de Hong Kong. Além do governador Mark Young, 7.000 soldados e civis britânicos foram enviados para campos de concentração.[14]
Economia
Todas as atividades comerciais e econômicas foram estritamente regulamentadas pelas autoridades japonesas, que assumiram o controle da maioria das fábricas. As forças ocupantes proibiram o dólar de Hong Kong e substituíram-no pelo iene militar japonês.[15] Os residentes de Hong Kong ficaram empobrecidos pela taxa de câmbio injusta e imposta à força, o governo imperial japonês vendeu o dólar de Hong Kong para ajudar a financiar a sua economia durante a guerra. Em junho de 1943, o iene militar passou a ser a única moeda em curso legal.[16] A implementação de transportes públicos e os serviços públicos falharam inevitavelmente, devido à escassez de combustível e ao bombardeamento aéreo de Hong Kong pelos norte-americanos. Dezenas de milhares de pessoas ficaram desabrigadas e desamparadas, e muitas delas foram empregadas na construção naval e civil.[17]
A rendição japonesa

A ocupação japonesa de Hong Kong terminou em 1945, após a rendição do Japão em 15 de agosto de 1945.[7][18][18][19] Hong Kong foi entregue pelo Exército Imperial Japonês à Marinha Real Britânica em 30 de agosto de 1945; o controle britânico sobre Hong Kong foi assim restaurado. O general Takashi Sakai, que liderou a invasão de Hong Kong e posteriormente foi governador-geral durante a ocupação japonesa, foi julgado como criminoso de guerra, condenado e executado na tarde de 30 de setembro de 1946.[20]
Referências
- Fung, Chi Ming. [2005] (2005). Reluctant heroes: rickshaw pullers in Hong Kong and Canton, 1874–1954. Hong Kong University Press. ISBN 962-209-734-0, ISBN 978-962-209-734-6. p.130, 135.
- Courtauld, Caroline. Holdsworth, May. [1997] (1997). The Hong Kong Story. Oxford University Press. ISBN 0-19-590353-6. pp. 54–58.
- Stanford, David. [2006] (2006). Roses in December. Lulu press. ISBN 1-84753-966-1.
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- Chan, Shun-hing. Leung, Beatrice. [2003] (2003). Changing Church and State Relations in Hong Kong, 1950–2000. Hong Kong: HK university press. p. 24. ISBN 962-209-612-3.
- Snow, Philip. [2004] (2004). The fall of Hong Kong: Britain, China and the Japanese occupation. Yale University Press. ISBN 0-300-10373-5, ISBN 978-0-300-10373-1.
- Mark, Chi-Kwan. [2004] (2004). Hong Kong and the Cold War: Anglo-American relations 1949–1957. Oxford University Press publishing. ISBN 0-19-927370-7, ISBN 978-0-19-927370-6. p 14.
- «WAR IN CHINA: WAR IN CHINA». Time (em inglês). 6 de março de 1939. ISSN 0040-781X. Consultado em 7 de setembro de 2020
- Cornelia Schmitz-Berning (2007). Vokabular des Nationalsozialismus (em alemão). Berlin: De Gruyter. p. 745. ISBN 978-3-11-019549-1
- Rees, Laurence (1 de junho de 2010). «What Was the Turning Point of World War II?». HistoryNet (em inglês). Consultado em 7 de setembro de 2020
- «lend-lease | Facts & Definition». Encyclopedia Britannica (em inglês). Consultado em 7 de setembro de 2020
- «World war ii - Embargoes and Sanctions». www.americanforeignrelations.com. Consultado em 7 de setembro de 2020
- Dillon, Mike. [2008] (2008). Contemporary China: An Introduction. ISBN 0-415-34319-4, ISBN 978-0-415-34319-0. p 184.
- Jones, Carol A. G. Vagg, Jon. [2007] (2007). Criminal justice in Hong Kong. Routledge-Cavendish. ISBN 978-1-84568-038-1. p 175.
- Tse, Helen. [2008] (2008). Sweet Mandarin: The Courageous True Story of Three Generations of Chinese Women and Their Journey from East to West. Macmillan publishing. ISBN 0-312-37936-6, ISBN 978-0-312-37936-0. p 90.
- Emerson, Geoffrey Charles. [2009] (2009). Hong Kong Internment, 1942–1945: Life in the Japanese Civilian Camp at Stanley Royal Asiatic Society Hong Kong studies series. HKU Press. ISBN 962-209-880-0, ISBN 978-962-209-880-0. p 83.
- Endacott, G. B. Birch, Alan. [1978] (1978). Hong Kong eclipse. Oxford University Press. ISBN 0-19-580374-4, ISBN 978-0-19-580374-7.
- Roehrs, Mark D. Renzi, William A. [2004] (2004). World War II in the Pacific Edition 2. M.E. Sharpe publishing. ISBN 0-7656-0836-7, ISBN 978-0-7656-0836-9.p 246.
- Nolan, Cathal J. [2002] (2002). The Greenwood Encyclopedia of International Relations: S-Z. Greenwood Publishing Group. ISBN 0-313-30743-1, ISBN 978-0-313-30743-0. p 1876.
- 正義的審判--中國審判侵華日軍戰犯紀實 (em chinês). Xinhuanet.com. Consultado em 22 de agosto de 2009
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