Planície de Kedu

A planície de Kedu, também conhecida como vale do rio Progo é uma planície vulcânica fértil que se situa entre dois vulcões — o Merbabu e Merapi — na ilha de Java, Indonésia, no kabupaten (regência) de Magelang, Java Central.

Planície de Kedu

Vale do rio Progo

  planície  
Planície de Kedu
Vista do templo de Borobudur, na planície de Kedu
Localização
Ficheiro:Java/relevo
Localização da planície de Kedu em Java
Coordenadas 7° 36' 30" S 110° 13' E
País Indonésia
Ilha Java
Província Java Central
Kabupaten Magelang
Dimensões
Altitude 240 m

A planície é limitada a sudoeste pelos montes Menoreh e pela planície de Prambanan a sudeste. O rio Progo corre ao longo do centro da planície de Kedu, desde a sua nascente na encosta do monte Sumbing e continua o seu curso até à costa sul de Java, no oceano Índico. Kedu é um local importante na história de Java Central desde há mais de um milénio, devido aos seus vestígios da Dinastia Sailendra (séculos VIII a XIII), com destaque para Borobudur, o maior templo budista do mundo e outros sítios budistas. Durante o período colonial holandês, a planície esteve na posse da administração da residência de Kedu, que se estendia pelo que são hoje as regências (subdivisões administrativas indonésias) de Magelang e Temanggung.[carece de fontes?]

Quando o Império Britânico ocupou brevemente Java no início do século XIX, Magelang tornou-se a capital da região. Após o fim das Guerras Napoleónicas, os britânicos devolveram Java aos holandeses em 1816,[1] mas Magelang continuou a desempenhar um papel importante nas Índias Orientais Holandesas.[carece de fontes?]

Perto de Magelang há uma colina chamada monte Tidar que é conhecida como "Unha de Java". Segundo uma lenda javanesa, os deuses colocaram ali a unha para impedir que a ilha de Java se afundasse no mar durante os sismos.[2]

Sítios arqueológicos

Na planície de Kedu situam-se numerosos templos hindus e budistas, datados dos séculos VIII e IX, o que faz com que a área seja considerada o berço da civilização clássica indonésia. Os templos da planície incluem:[3]

  • Borobudur — a mandala budista gigantesca em pedra construída pelos monarcas Sailendra no século VIII.
  • Mendut — outro templo budista do século VIII, que tem três grandes estátuas de Vairocana, Avalokiteshvara e Vajrapani.
  • Pawon — um pequeno templo budista do século VIII junto à margem do rio Progo, situado aproximadamente a meio da linha reta que une Mendut a Borobudur.
  • Ngawen — templo budista do século VIII situado cerca de cinco quilómetros a leste de Mendut.
  • Banon — ruínas de um templo hindu, situado algumas centenas de metros a norte de Pawon. Restam muito poucos vestígios, mas foram encontradas estátuas de Xiva, Vixnu, Agastya e Ganexa, que atualmente estãoe expostas no Museu Nacional da Indonésia em Jacarta.
  • Canggal — também conhecido como Candi Gunung Wukir, é um dos templos hindus mais antigos da região, situado no subdistrito de Muntilan. Junto dele foi encontrada a inscrição de Canggal, ligada ao rei Sanjaya de Mataram.
  • Gunung Sari — ruínas de um templo hindu no cimo de um monte, situado perto de Candi Gunung Wukir, nos arredores de Muntilan.
  • Umbul — situado em Grabag, foi um local de banhos e de descanso dos reis do Sultanato de Mataram.

Notas e referências

  • Este artigo foi inicialmente traduzido, total ou parcialmente, do artigo da Wikipédia em inglês cujo título é «Kedu Plain», especificamente desta versão.
  1. «Indonesia and the Dutch 1800-1950 by Sanderson Beck». www.san.beck.org. Consultado em 18 de agosto de 2015
  2. Friend, Theodore (2009), Indonesian Destinies, ISBN 9780674037359, Harvard University Press
  3. Coedès, George; Cowing, Susan Brown, trad. (1968), Vella,Walter F., ed., The Indianized States of Southeast Asia, ISBN 978-0-8248-0368-1, University of Hawaii Press, pp. 89–90

Bibliografia complementar

  • Suroyo, Agustina Magdalena Djuliati (1900), «Industri perkebunan dan dampaknya perkebunan kopi di karesidenan Kedu, 1850-1900», Departemen Pendidikan dan Kebudayaan, Direktorat Sejarah dan Nilai Tradisional, Proyek Inventarisasi dan Dokumentasi Sejarah Nasional, Seminar Sejarah Nasional V, Semarang, 27-30 Agustus 1990
  • Suroyo, Agustina Magdalena Djuliati (2000), Eksploitasi kolonial abad XIX : kerja wajib di Keresidenan Kedu 1800-1890, ISBN 979-8681-56-8, Yogyakarta: Yayasan untuk Indonesia
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