Polícia Nacional do Equador

A Polícia Nacional do Equador (em espanhol: Polícia Nacional del Ecuador) é a entidade encarregada de garantir segurança pública a todos os habitantes do Equador. A Polícia Nacional é controlada pelo Ministério do Interior do Equador.[1]

Polícia Nacional do Equador

Escudo
País Equador
Subordinação Ministério do Interior
Missão Gendarmaria
Criação 2 de março de 1938
Lema Valor, disciplina e lealdade
Valor, disciplina y lealtad
Comando
Comandante General Inspector de Policía Fausto Alejandro Tamayo Cevallos
Sede
Guarnição Quito
Página oficial http://www.policiaecuador.gob.ec

Missão

Edifício do Comando Geral da Polícia Nacional em Quito.
Um oficial da Polícia Nacional do Equador com seu uniforme normal.

A Polícia Nacional do Equador tem como objetivos fundamentais defender a soberania nacional, garantir a ordem interna, a segurança individual e social através da prevenção dissuasão e repressão; cumprindo e fazendo cumprir as leis e normas jurídicas e coadjuvar ao desenvolvimento da nação.

Além disso, cumpre com um conjunto de tarefas e responsabilidades relativas à manutenção da ordem pública, à segurança das pessoas e dos bens, à conservação da moralidade pública, à prevenção e investigação dos delitos, à apreensão dos delinquentes, o controle do trânsito, transporte terrestre e movimento migratório no País, entre outras funções de caráter geral.

Este conjunto de atividades está sob a responsabilidade das diferentes Direções Nacionais de Serviços e Unidades Especiais que integram a Polícia Nacional do Equador, os mesmos que constituem os órgãos técnicos- cientistas que se encarregam de planificar e definir as políticas dos serviços policiais.[1]

História

Quando, em 1822, o Equador ingressa na Grande Colômbia, esta já havia estabelecido algumas diretrizes sobre polícia, incluindo um sistema de servidores públicos e empregados com uma alta influência militar. Com a república, os municípios encarregaram-se da administração da polícia.

Depois da separação da então República de Quito da Grande Colômbia, no ano de 1832 o Congresso considera a necessidade de fixar bases para formar uma força policial, pelo que decreta que os Conselhos Municipais das Capitais de Departamento elaborem o Regulamento de Polícia que regerá cada um deles. As funções limitar-se-iam às permitidas pela lei e os Conselhos Municipais seriam os encarregados da administração destes organismos.

Ao assumir a presidência, Vicente Rocafuerte, no ano de 1835, restabelece a polícia ao mesmo estado que se encontrava em 1830, antes da separação da Grande Colômbia, e tenta melhorar os níveis de eficiência e serviço ditando a "Lei de Regime Político e Administrativo". Nela se fixam como funções dos Conselhos Municipais cuidar da polícia de segurança, salubridade, comodidade e embelezamento público.

A urgente necessidade de organizar definitivamente a polícia no território nacional deu como resultado que, em 14 de julho de 1884, o presidente José María Plácido Caamaño decreta o estabelecimento da Policía de Orden y Seguridad, separando-a das administrações locais e lhe encarregando, exclusivamente, dos assuntos relativos à segurança e à ordem pública.

Desde a criação da Polícia de Ordem e Segurança sua organização manteve o carácter civil, mas mediante decreto do Congresso Nacional, em 15 de agosto de 1885, a polícia foi organizada militarmente em toda a república. Dá-se depois outra reordenação militar, em 23 de janeiro de 1889, pelo então presidente Antonio Flores Jijón. Em 15 de junho de 1896 nasce o serviço de polícia judiciária com o nome de "Investigações e Pesquisas", sob o controle da Polícia de Ordem e Segurança. Suas faculdades foram, desde 16 de fevereiro de 1897, efetuar investigações nos casos de roubos e homicídios. Nesse ano também se abriram os primeiros escritórios deste serviço em Quito e Guayaquil.

Em 12 de dezembro de 1923, mediante decreto do presidente José Luis Tamayo, o governo mudou o nome da instituição para Policía Nacional, chegando uma missão francesa para abrir escolas de polícia em Quito e Guayaquil, abertas em 1925. Em 1938, o presidente Alberto Enríquez Galo mudou o nome da polícia para Fuerzas de Policía e depois para Cuerpo de Carabineros. Nesse mesmo ano a polícia foi estruturada como uma instituição  policial-militar. Desde então, apesar de várias mudanças nominais, a Polícia Nacional tem conservado uma cultura militar.

Em 1944, transforma-se o Corpo de Carabineros na Guardia Civil Nacional e encarrega-se à Assembleia Constituinte, como recomendação do Executivo, de expedir uma nova Lei Orgânica que dê uma nova modalidade à organização policial. Em 12 de janeiro de 1949, no governo de Galo Praça, organiza-se a Policía Rural sujeita a leis próprias e funcionamento independente.

No ano 1953, mediante decreto, Velasco Ibarra muda a denominação de Guarda Civil Nacional para Policía Civil Nacional. Além disso, considerou-se conveniente a unificação dos comandos e o Comandante Geral e, no ano de 1956, unificou-se os comandos urbano e rural, dando fim à autonomia da Polícia Rural.

Em princípios de 1965 verifica-se a integração definitiva do Equador à Organização Internacional de Polícia Criminal (INTERPOL).

Em 27 de fevereiro de 1975, o general Guillermo Rodríguez Lara expede a "Lei Orgânica da Polícia Nacional", mudando o nome da instituição para Policía Nacional. Também se cria, no então Ministério de Governo, a Subsecretaria de Polícia, encarregada da coordenação entre a instituição e o governo. Também com esta reforma aparece formalmente a polícia judiciária sob o comando da Direção Nacional de Polícia Judicial e Investigações, sendo definida pela lei como um corpo auxiliar da administração da justiça integrado por especialistas.

Atualidade

Com a chegada de Rafael Correia à presidência, introduziram-se várias mudanças no país, como a nova Constituição de Equador de 2008. Parte destas mudanças, como as destinadas a evitar que inocentes estejam presos sem ter recebido o correto julgamento e sentença, também provocou a libertação de centenas de réus.[2] Outra reforma foi a de catalogar a todos os roubos sem violência e de valores inferiores a três salários mínimos como contravenções em vez de delitos, o que significava que suas penas seriam bem mais leves do que eram até esse momento.[3]

Durante os seguintes anos de governo a delinquência seguiu em crescimento, enquanto a polícia não contava com suficientes agentes nem a tecnologia para lhe fazer frente, ao que o governo respondeu com o "Plano Segurança Cidadã", modernizando e lhe entregando novos equipamentos à polícia, como viaturas, armas, coletes à prova de balas, coletes refletivos, além da ampliação dos laboratórios de criminalística. No entanto, apesar destas medidas, a delinquência continuou em aumento, apesar de, no ano de 2015, conseguir-se reduzir o índice de homicídios para 8 a cada 100.000 habitantes, um índice histórico a nível nacional.

Membros da polícia utilizando seu uniforme de camuflagem.
Um membro do Grupo Operativo Motorizado (GOM) com seu uniforme especialmente desenhado.

Veja também

Referências

Ligações externas

This article is issued from Wikipedia. The text is licensed under Creative Commons - Attribution - Sharealike. Additional terms may apply for the media files.