Acianthera prolifera

Acianthera prolifera é uma espécie de orquídea (Orchidaceae) originária da Venezuela, Bolívia e dos estados de São Paulo à Bahia, no Brasil, antigamente subordinada ao gênero Pleurothallis.[1] São plantas robustas, de tamanho médio, com rizoma espesso e reptante, subcespitosas, com caule secundário mais largo no ápice que na base, triangular no ápice, ereto e espesso, rígido, com folhas de largura variável, acuminadas, folhas espessas, pouco ou muito côncavas, eretas ou pendentes do caule, de verdes a roxo acinzentado ou vinho escuro, com inflorescências curtas apoiadas sobre as folhas, com até dez flores que não se abrem muito e têm as extremidades acuminadas.[2]

Acianthera prolifera
Classificação científica edit
Domínio: Eukaryota
Reino: Plantae
Clado: Tracheophyta
Clado: Angiospermae
Clado: Monocots
Ordem: Asparagales
Família: Orchidaceae
Subfamília: Epidendroideae
Gênero: Acianthera
Espécies:
A. prolifera
Nome binomial
Acianthera prolifera
(Herb. ex Lindl.) Pridgeon & M.W. Chase (2001)
Sinónimos
  • Pleurothallis prolifera Herb. ex Lindl. (1829) (Basionym)
  • Pleurothallis hamosa Barb.Rodr. (1881)
  • Humboldtia prolifera (Herb. ex Lindl.) Kuntze (1891)
  • Pleurothallis hamosa var. longicaulis Cogn. (1906)
  • Pleurothallis lithophila Barb.Rodr. (1907)
  • Acianthera hamosa (Barb.Rodr.) Pridgeon & M.W. Chase (2001)
Acianthera hamosa

Trata-se de espécie bastante variável e, conforme o autor consultado, pode ser dividida em duas espécies: A. prolifera e A. hamosa, no entanto as diferenças entre elas são sutis e sua variação é contínua de modo que não é fácil separar as variedades intermediárias. Preferimos traze-las juntas aqui uma vez que não há consenso sobre quais a aceitação da A. hamosa. A tendência dos orquidólogos brasileiros é aceitar duas espécies diferentes.[3] A tendência dos estrangeiros é juntar algumas e aceitar outras.

A Acianthera hamosa, têm folhas muito espessas, em concha de modo que as flores podem ser vistas só de frente. As folhas dessa variedade sempre são largas e pendentes do caule. É mais robusta e de folhas mais escuras, flores maiores e mais arredondadas.[4]

Publicação e sinônimos

  • Acianthera prolifera (Herb. ex Lindl.) Pridgeon & M.W.Chase, Lindleyana 16: 245 (2001).

Sinônimos homotípicos:

  • Pleurothallis prolifera Herb. ex Lindl., Edwards's Bot. Reg. 15: t. 1298 (1829).
  • Humboltia prolifera (Herb. ex Lindl.) Kuntze, Revis. Gen. Pl. 2: 668 (1891).

Sinônimos heterotípicos:

  • Pleurothallis hamosa Barb.Rodr., Gen. Spec. Orchid. 2: 31 (1881).
  • Pleurothallis hamosa var. longicaulis Cogn. in C.F.P.von Martius & auct. suc. (eds.), Fl. Bras. 3(6): 560 (1906).
  • Pleurothallis lithophila Barb.Rodr., Contr. Jard. Bot. Rio de Janeiro 4: 100 (1907).
  • Acianthera hamosa (Barb.Rodr.) Pridgeon & M.W.Chase, Lindleyana 16: 243 (2001).

Referências

  1. R. Govaerts et al. World Checklist of Orchidaceae. The Board of Trustees of the Royal Botanic Gardens, Kew.«Published on the Internet» (em inglês). Consultada em 29 de janeiro de 2013.
  2. «Acianthera prolifera». www.theorchidcolumn.com. Consultado em 20 de agosto de 2018
  3. Barros, F. & al. (2012). Orchidaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil[ligação inativa]. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
  4. Barros, F. & al. (2012). Orchidaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil[ligação inativa]. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Bibliografia

  • Luer, Carlyle A.: Icones Pleurothallidinarum (sistemática de Pleurothallidinae), volumes I a XXXI, Missouri Botanical Garden press (1978-2012).
  • Pridgeon, A.M., Cribb, P.J., Chase, M.C. & Rasmussen, F.N. (2006) Epidendroideae (Part One). Genera Orchidacearum 4: 328 ff. Oxford University Press.
  • Chiron, G. R., Guiard, J. & Van Den Berg, C. (2012) Phylogenetic relationships in Brazilian Pleurothallis sensu lato (Pleurothallidinae, Orchidaceae): evidence from nuclear ITS rDNA sequences, Phytotaxa 46: 34–58.

Govaerts & al. 2013. Acianthera prolifera em World Checklist of Selected Plant Families.
The Board of Trustees of the Royal Botanic Gardens, Kew. Publicado na internet. Accesso: 29 de janeiro de 2013.

Ligações externas

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